terça-feira, 24 de setembro de 2013

Identidade - Espaço Vivido


Conhecer a história de lugares significativos em nossa vida permite reconhecer que somos parte dessa história. Além disso, aprofunda os conhecimentos já construídos a respeito das mudanças que ocorreram em nossa cidade, em função dos avanços tecnológicos, do modo como os agrupamentos humanos ocuparam o espaço urbano, das necessidades e anseios das pessoas para responder a diferentes demandas. Conhecer as mudanças, relacioná-las ao momento em que ocorreram, identificar algumas de suas causas é também perceber como o espaço geográfico é construído.

O bairro em que moramos é um lugar muito importante para cada um de nós, pois é nele que encontramos nossa moradia, a rua onde brincamos, o local de compras, onde vivem amigos e vizinhos.

Visando ampliar o conhecimento do espaço de vivencia dos alunos foi proposto, em geografia, o estudo do bairro.

Primeiramente os alunos fizeram um passeio com a família pelo bairro onde moram e registraram suas impressões e observações. Eles puderam observar com um olhar crítico o bairro em que vivem, seu aspecto, tipos de residências, serviços públicos nele realizados, entre outras situações. 

Na sequência, foi proposta uma pesquisa sobre a história do bairro de vivencia e entrevistas com antigos moradores do bairro. 

Leiam, a seguir, algumas das produções da turma!


Barra Funda



Passeio pelo Bairro

Eu moro na Barra Funda. No meu bairro temos atualmente um grande número de casas, prédios residenciais e comerciais também, destacando-se em número os residenciais.  Antigamente, havia muitas casas residenciais, e, com o passar do tempo, houve um aumento nas construções de prédios e comércio. É considerado um bairro de classe média, com residências simples e médias. No entanto, tem se destacado com construções luxuosas na parte nobre do bairro próximo às marginais e grandes avenidas. No percurso que fiz, observei duas áreas verdes: uma conservada e a outra não. As ruas estão bem pavimentadas e, às vezes, tem um tráfego de veículos (dependendo do horário). As calçadas apresentam boas condições e sinalização para carros e pedestres, que tem facilidade para atravessar as ruas com semáforos e passarelas.

               






        
            História do Bairro


Por volta de 1850, a área da Barra Funda era a grande chácara Carvalho, que pertencia ao Conselheiro Antônio Prado. A região nasceu de urna, divisão do sítio Iguape de propriedade do Barão de Iguape. Para ter uma ideia da grandeza de tal chácara, Prado contratou Luigi Puci, o responsável pelo projeto do Museu do lpiranga, para fazer o projeto da sede (a Casa Grande da chácara). Ela ainda existe e é ocupada por uma escola católica.
Antigamente, a barra do Tietê na região era muito funda e, por isso, deram o nome do bairro de Barra Funda. Nos últimos anos do século 19, a chácara foi loteada e, por estar próxima do centro e receber trilhos da São Paulo Railway em suas terras, cresceu rapidamente, juntamente com os trilhos e os moradores, vieram também às indústrias que fez a região crescer rapidamente.

Fonte: http://sampa.art.br/bairros/barrafunda/

     

Hoje 


 Antigamente



Entrevista com morador antigo do Bairro


Célia Carvalho 
(vizinha – moradora do meu prédio)


Segundo a entrevistada Célia, antigamente a vida era bem diferente de agora na Barra Funda: as crianças podiam brincar nas ruas sem preocupação com a violência, os meios de transporte principais eram: trem, bonde e bicicletas, e a maior parte das moradias eram casas residenciais. Os problemas enfrentados na época eram devido às enchentes que os moradores enfrentavam devido à área, que por ser baixa, inundava com facilidade com as cheias do rio Tietê. Com o passar do tempo e investimento do governo local em obras de canalização e pavimentação, o bairro cresceu muito com a construção de comércios, prédios e grandes obras como: Memorial da América Latina, Terminal Barra Funda e Fóruns Criminal e Trabalhista, entre outros.  Hoje é um bairro que, apesar da violência que temos nas ruas, como em qualquer bairro da cidade de São Paulo, é um ótimo local para se morar.

 Amanda dos Santos Cristino


                                           
Pompeia



Passeio pelo Bairro


No meu bairro há mais prédios do que casas e a maioria dos prédios são de uso residencial e pertencente à classe média e alta. As casas que ainda restam são, em grande parte, estabelecimentos comerciais que ficam espalhados pelo bairro ou concentrados em algumas ruas, como por exemplo, a Rua Afonso Bovero.
O bairro é bem arborizado, mas a única área verde que se encontra é o Parque da Água Branca, em bom estado de conservação. As árvores do bairro precisam de uma atenção maior, pois muitas vezes caem por falta de cuidados e infestação de insetos.
As ruas são totalmente pavimentadas e dependendo do local existe ou não um tráfego intenso de veículos. Existem várias feiras de rua, uma delas na Rua Tucuna, às sextas-feiras. Essas feiras prejudicam bastante o tráfego.
As condições gerais do bairro são boas, com exceção das ruas onde não existem faróis para facilitar a travessia dos pedestres. As calçadas são pavimentadas, contudo apresentam muitos desníveis e buracos prejudicando o deslocamento das pessoas, principalmente os mais velhos e pessoas com deficiência física.
O Bairro tem boa infraestrutura de comércio, hospitais, escolas, entre outros.


   História do Bairro

Em torno de 1910 surgiu um loteamento dividindo as chácaras anteriormente existentes no que hoje é o Bairro da Pompéia. O responsável por esse loteamento, o empresário Rodolpho Miranda, fez uma homenagem a sua esposa chamada Aretusa Pompéia, batizando o novo bairro como o nome de Vila Pompéia. Vários imigrantes foram atraídos pelas indústrias que se instalaram na região e adquiriram lotes, onde fixaram suas residências.
Em 1920 uma graça concedida ao casal Cláudio de Souza e Luiza Leite de Souza, na cidade de Pompéia na Itália, fez com que o casal, retornando ao Brasil erguesse uma capela com a imagem de Nossa Senhora do Rosário. Essa capela, mais tarde, foi entregue aos padres camilianos e em 1928 em seu lugar começou a ser construída a Igreja Nossa Senhora do Rosário de Pompéia.
A região cresceu bastante depois da chegada dos padres Camilianos. O Padre Inocente Radrizanni foi um dos primeiros Camilianos a virem para o Brasil. Ele se encantou com a região e construiu a primeira Casa dos Camilianos, o primeiro seminário e logo em seguida a policlínica.
A história da família Matarazzo tem muita influência na evolução da Vila Pompéia, já que sua principal indústria foi construída no terreno de frente para o que hoje é o Shopping Bourbon (lugar em que, até meados dos anos 90, ficava o Shopping Matarazzo), atraindo muitas pessoas pela oferta de empregos.
O futebol chegou ao Brasil no século XIX conquistando rapidamente a população, inclusive no bairro da Pompéia, onde vários times foram organizados.
O Parque Antárctica, de propriedade da Companhia Antárctica Paulista foi inaugurado em 1902 com bosque, campo de futebol e um restaurante, servindo de lazer para famílias mais ricas.
Em 1917 o Palestra Itália, fundando pelos imigrantes italianos, adquiriram os terrenos do parque, porém, durante a segunda Guerra Mundial, com medo de represálias, o nome foi alterado para Sociedade Esportiva Palmeiras.
A Sociedade Esportiva Palmeiras foi muito importante para unir gerações em torno do esporte e colaborar para o estabelecimento de amizades entre as famílias.
Em 1930 escolas maiores começaram a ser criadas como o Grupo Escolar da Vila Pompéia que deu origem à Escola Miss Browne em 1942 e Colégio Sagrado Coração de Jesus.
A partir de 1970 importantes movimentos e espaços culturais surgiram como a Escola de Samba Águia de Ouro e o SESC Pompéia.
Assim, desde seu surgimento o bairro Pompéia vem passando por diversas transformações, inicialmente um bairro horizontal com suas casas e sítios e hoje, um bairro verticalizado pelos modernos edifícios.

Fonte: http://integrapompeia.blogspot.com.br/p/historia-da-pompeia-02.html




Foto de 1972 mostra a avenida Pompeia quando o bairro tinha apenas 62 anos



Imagem aérea de 1964 mostra o estádio do Palmeiras, conhecido como Palestra Itália, na zona oeste da capital paulista


 A Casa das Caldeiras, na avenida Francisco Matarazzo, construída na década de 20. A Casa das Caldeiras foi tombada em 1986 como edificação remanescente das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo.



AVENIDA POMPÉIA – 1947, esquina com rua Cajaíba



Depoimentos

Márcia Margarida de Oliveira
42 anos

O bairro era muito residencial, muitas casas do tipo germinadas, de construção mais antiga não as modernas como de hoje. Atualmente o bairro tem passado por grandes transformações principalmente na construção de prédios luxuosos, como foi o caso da casa onde viveu que vendeu para uma construtora que construiu um prédio de luxo. Outra mudança que ocorreu foi que os antigos comércios como bazar, papelaria, lavanderia entre outros, transformaram-se em "Barzinhos", Casa de Espetos e também aquelas lanchonetes diferentes que, por exemplo, vendem açaí na tigela. Também tem Casa de Pastel, Comida Mexicana. Percebeu que muitas pizzarias encerraram suas atividades. Nesse período também foi construído o Shopping Bourbon que contribuiu para a intensificação do trânsito local. Deve ser considerado também o aumento considerável de moradores na região. Em 2006 morou quatro meses na casa da mãe e percebeu que o Bairro se tornou mais caro, em comparação a Região onde mora hoje. Também ressalta que a infraestrutura do Bairro está afetada principalmente nos períodos de chuva, onde lugares que não alagavam agora sofrem todos os anos. Lembra-se do DIC - Loja de calçados e que atualmente são as lojas Americanas, World Tennis e Barreds. Também existia a fábrica da Petybon onde se comprava biscoito direto da fábrica. O comércio na Av. Professor Alfonso Bovero tem se modernizado (lojas mais atuais), porém muitos prédios ainda permanecem desde sua construção. Também houve o crescimento de ampliação das Instituições de Ensino, como o Colégio EMECE (ampliou sua infraestrutura e Unidades). O Bairro tinha sua constituição populacional de idosos hoje acredita que são mais jovens que o ocupam. Era um Bairro praticamente residencial, hoje com outra característica: mais movimento tendo em vista a instalação dos barzinhos e assim frequentado por gente mais jovem (entre seus 20 - 40 anos). Das suas tradições não se pode esquecer a Feira de Artes da Pompéia que já está na sua 26ª edição. Outra observação é a Igreja da Pompéia que se modernizou e ampliou suas instalações. Apesar de o bairro ter sido invadido por um comércio mais atual, percebe-se que a Av. Pompéia ainda permanece com suas características de antigamente, com casas de grande porte, porém transformadas em escritórios e comércio.


Angela Célia Garcia
48 anos

Era um bairro tranquilo, as pessoas punham cadeiras nas calçadas de noite para conversar. Havia poucos prédios, lembra-se de existirem somente 4 ou 5 deles nos anos 1970. Perto de onde ela morava, havia a padaria, a banca de jornal, e uma pequena lojinha que vendia de tudo. Conheciam os comerciantes e eles os conheciam. As feiras livres na rua já existiam. A mãe fazia todas as compras lá e os feirantes entregavam em casa. Com o tempo o comércio aumentou, muitas casas foram demolidas para dar lugar a inúmeros edifícios altos, mais escolas, novos supermercados, bares, restaurantes. O trânsito também está mais intenso. Já o transporte público diminuiu sensivelmente. O motivo dessas mudanças é o aumento da cidade e da população. Viam pouca televisão e não existia o computador. Dormiam cedo para aproveitar bem o dia e sempre encontravam companhia para alguma atividade. Havia o clube Palmeiras, um cinema na Rua Cotoxó e brincavam nos quintais ou mesmo na rua. Em fins de semana havia bailes no clube. De dia usavam a piscina, as quadras e todos os espaços para diversão. Para se locomoverem utilizavam ônibus ou, distâncias curtas a pé. Por um período foi à escola a pé, pois ficavam a uns cinco quarteirões da sua casa. Depois, foi estudar perto da Av. Paulista e tomava ônibus. Lembrou-se que os ônibus passavam de cinco em cinco minutos. Hoje chega a esperar 40 minutos por um ônibus. O maior problema enfrentando e que persiste até hoje são as enchentes na Rua Turiassú.



Gabriel Antônio Alvim D’Arco

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