quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Textos para reflexão - Orientação de estudos

Texto 1
Geração Z- Características e padrões de comportamento

Até a década de 1990, grande parte da população de crianças e jovens passava boa parte de seu tempo em atividades coletivas ou individuais nas ruas. Após o período das aulas era comum encontrar grupinhos espalhados pelas calçadas, patinando ou pedalando. Alguns chegavam até mesmo a atrapalhar o trânsito. Jogavam béts, vôlei, futebol, burquinhas, elefante colorido, mês, esconde-esconde, pega-pega e até brincadeiras mais ousadas como casamento atrás da porta (onde o participante da vez podia escolher entre beijo no rosto, na boca ou os dois). Esses e outros passatempos faziam parte do menu da garotada.

Geração Z
A realidade da geração dos anos 2000, ou, como é mais conhecida, a Geração Z, é um tanto mais distinta. São adolescentes que encaram dias inteiros em shoppings, a maior parte de suas refeições é composta por alimentos industrializados. Diversão acaba resumida em desfiles incansáveis pelos corredores dos shoppings, uma parada na praça de alimentação, outra parada em alguma loja, mais uma parada no cinema, entre outras paradas. Essa geração também pode ser encontrada nas lan houses ou navegando na internet em casa mesmo, sempre conectada a seu celular, e-mail, orkut, MSN, twitter e facebook, seja qual for a realidade econômica da família.
A auxiliar de escritório Denise Reis (31) é mãe de duas adolescentes: Mary Anne (14) e Anelise (13). E assim como outras mães jovens prefere deixar as filhas no shopping do que brincando na rua. “No shopping há tudo que elas precisam para se divertir e ainda há seguranças em todos os andares, na rua elas ficam desprotegidas”, afirma.
Comportamento esse que pode ser verificável em muitos outros casos. Denise conta que passou a maior parte de sua infância e adolescência brincando na rua com as vizinhas e os irmãos, juntos montavam cabaninhas nas calçadas, andavam de bicicleta entre tantas outras travessuras, mas enfatiza “os tempos agora são outros”. As adolescentes Mary e Anelise garantem que se divertem mais no shopping. “Aqui tem tudo que preciso. Vou ao cinema, converso com minhas amigas, fico de olho nos gatinhos e quando minha mãe libera, ainda compro algumas coisas”, explica Mary Anne.
Já Anelise não se mostra tão a vontade de passar suas tardes exposta pelos corredores do shopping. “É sempre a mesma coisa, as mesmas pessoas, tudo igual todo dia. Às vezes trago meu notebook e fico conectada aqui”, fala.


  
Texto 2
O que é a Geração Z?

Conheça um pouco mais sobre esse termo, repudiado por uns especialistas e empregado por outros, mas que pretende definir a geração daqueles que nasceram sob o advento da internet e do boom tecnológico.
Televisão ligada enquanto se estuda para uma prova e fones nos ouvidos ao redigir um trabalho escolar são cenas bem comuns na atualidade entre os jovens nascidos em meados das décadas de 1980 e 1990.
Alguns especialistas os chamam de Geração Z, uma geração que nasceu sob o advento da internet e do boom tecnológico e para eles estas maravilhas da pós-modernidade não são nada estranháveis. Videogames super modernos, computadores cada vez mais velozes e avanços tecnológicos inimagináveis há 25 anos: esta é a rotina dos jovens da Geração Z. Conheça agora um pouco mais sobre esta denominação, seus membros e seus costumes.

Como vive a Geração Z?
Seu mundo é tecnológico e virtual. Para eles é impossível imaginar um mundo sem internet, telefones celulares, computadores, iPods, videogames com gráficos exuberantes, televisores e vídeos em alta definição e cada vez mais novidades neste ramo. Sua vida é regada a muita informação, pois tudo que acontece é noticiado em tempo real e muitas vezes esse volume imenso acaba se tornando obsoleto em pouco tempo.
Se a vida no virtual é fácil e bem desenvolvida, muitas vezes a vida no real é prejudicada pelo não desenvolvimento de habilidades em relacionamentos interpessoais. Vive-se virtualmente aquilo que a realidade não permite. Talvez daí venha o fascínio dos jovens por jogos fantasiosos onde estes podem ser o que quiserem, sem censura ou reprimenda.

Suas características
Aliás, obsolescência é algo bastante comum nos membros desta geração. A rapidez com que os avanços tecnológicos se apresentam atualmente acabaram por condicionar os jovens a deixar de dar valor às coisas rapidamente. Isso começa bem cedo, quando crianças esperam o ano todo para ganhar um brinquedo e depois de dois dias ele já está largado em um canto.
Outra característica marcante da Geração Z são problemas de interação social. Muitos deles sofrem com a falta de expressividade na comunicação verbal, o que acaba por causar diversos problemas principalmente com a Geração Y, anterior a sua. Essa Geração também é marcada pela ausência da capacidade de ser ouvinte.
A Geração Y, por exemplo, acreditava piamente em carreira e estudos formais e muitos se dedicaram fortemente para isso.
A Geração Z é um tanto quanto desconfiada quando o assunto é carreira de sucesso e estudos formais, pois para eles isso é um tanto quanto vago e distante. Segundo especialistas, poderá haver uma “escassez” de médicos e cientistas no mundo pós-2020.
Enfim, essa geração – chamada também de Geração Silenciosa, talvez pelo fato de estarem sempre de fones de ouvido (seja em ônibus, universidades, em casa...), escutarem pouco e falarem menos ainda – pode ser definida como aquela que tende ao egocentrismo, preocupando-se somente consigo mesmo na maioria das vezes.

Problemas?
Ora, assim como todas as gerações anteriores, esta também passará por problemas, principalmente em relação a sua atuação profissional. Sua rapidez de pensamento e incapacidade para a linearidade pode facilitar muito em determinadas áreas, porém em outras que exigem mais seriedade e concentração podem sofrer algumas dificuldades.
Contudo, o amadurecimento que vem com o passar dos anos deve trazer também um senso de responsabilidade a estes jovens (que certo dia deixarão de ser jovens) e passarão a se fixar mais em seus objetivos profissionais.
Dentro da sociedade, a atuação política destes jovens também pode se tornar bastante preocupante, afinal, a enorme quantidade de itens tecnológicos e informações desnecessárias acabam por distrair suas mentes, tornando-os, na maioria das vezes, alheios à vida política de sua comunidade, sua cidade, seu país e o próprio mundo.
(acessado em 08/09/13)

  
Texto 3
Jovens da geração Z do Brasil são viciados em tecnologia, diz estudo

Estudo anual da Ericsson pesquisa comportamento do usuário e “ajuda a mapear os caminhos que a sociedade conectada vem trilhando no mundo”.
Um estudo feito pela Ericsson mostra que os brasileiros nascidos a partir de 1990, chamados de geração Z, são extremamente dependentes da tecnologia. Atualmente, 20% desta geração é usuária de smartphone e 41% utiliza banda larga móvel em algum dispositivo (celular, smartphone, tablet, notebook ou desktop).
O estudo anual, chamado “Infocom Brasil 2012”, do ConsumerLab, área da Ericsson, pesquisa o comportamento do usuário e “ajuda a mapear os caminhos que a sociedade conectada vem trilhando em todo o mundo”, de acordo com a empresa.
A pesquisa, realizada apenas com jovens brasileiros, possui dados interessantes: 9 em cada 10 possuem um aparelho celular, 70% têm um computador em casa e 61% já possuem banda larga em suas residências. Além disso, quase metade passa mais de três horas por dia conectado e somente 8% deles ainda não são usuários de internet. Eles não se desconectam nem mesmo assistindo televisão, já que acessam as redes sociais e interagem enquanto consomem conteúdo (48%).
Os jovens entrevistados usam SMS todos os dias para diversas finalidades (83%) e gostam tanto de teclar quanto de falar ao telefone (92%). A geração também participa ativamente das redes sociais: 89% deles fazem uso de pelo menos uma rede social e mais de 64% a acessam diariamente. A pesquisa também mostra que o público prefere conteúdo gratuito. A maioria (58%) faz download de músicas e filmes de graça, enquanto somente 37% paga pelo download de algum tipo de conteúdo. “Além disso, os jovens também valorizam o novo, não gostam de barreiras e não estão preocupados com estabilidade. São criativos, inteligentes, tolerantes, flexíveis e abertos. Gostam da gratificação instantânea e da novidade”, afirma a empresa.
Para eles, os produtos eletrônicos são apenas um meio para a experiência tecnológica, e sua principal preocupação é com a qualidade e validade do conteúdo. Preferem se comunicar por chat (62%) ou SMS diariamente do que via e-mail (56%), e, de acordo com a companhia, fazem parte de um grupo questionador, mas que sabe ouvir. “É a chamada geração do diálogo, que precisa receber feedback constante e que aprecia, também, expressar seu ponto de vista”, diz a Ericsson.


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